Todos crescemos

“Pac-Man foi apresentado ao mundo em 1980. No ano em que eu nasci surgiu Donkey Kong e em 1984 foi a vez de Tetris…”, dizia eu no post anterior, ou seja, o meu nascimento foi marcado pela criação das bases fundamentais daquilo que hoje em dia jogamos. Os videojogos fazem parte da minha vida desde que nasci.

Na semana passada completei 29 anos de vida, vida essa que tem sido alegremente preenchida com uma das melhores formas de entretenimento alguma vez pensadas pelo ser humano. Os videojogos são uma forma de estar na vida. Desde a Family Computer à Playstation 3, foram inúmeras as consolas que me passaram pelas mãos.

Assisti à evolução do comando, tendo visto coisas estranhas como o tridente da Nintendo 64 e onde se percebeu que a busca pelo controlo perfeito é um trabalho de constantes descobertas. A introdução de mais botões, da vibração, do joystick e dos sensores de movimento são alguns dos exemplos que vingaram devido à necessidade dos comandos acompanharem o ritmo de crescimento dos videojogos e de se oferecerem novas experiências ao utilizador.

Eu fui crescendo, e os videojogos também. Do pixel aos gráficos foto realistas, o aspecto dos videojogos amadureceu bastante, ainda que com algumas curiosidades. Os primeiros jogos da geração 3D (Sega Saturn, Playstation e Nintendo 64) – tirando alguns bons exemplos – são difíceis de recordar. Os gráficos desta época envelheceram mal, ao contrário da chamada geração de ouro (Super Nintendo e Mega Drive), onde o 2D que ainda perdura nos dias de hoje nunca perdeu o seu encanto. A tecnologia de hoje oferece aos criadores a possibilidade de produzir enormes universos recheados de detalhes e de histórias épicas.

Actualmente, vivemos uma geração espantosa, recheada de grandes títulos. Vistosos, os videojogos de hoje são um expoente do trabalho árduo de um historial com mais de 30 anos. Ainda que se trate de uma indústria muito jovem quando comparada com outras formas de entretenimento, a verdade é que a oferta actual é gratificante e variada. É por isso uma altura fantástica para se viver, e o futuro parece ainda mais promissor. A definição dos controlos por movimento, o 3D, os novos títulos, e sabem os departamentos de desenvolvimento o que mais, são ingredientes mais do que suficientes para nos manter interessados por este mundo por muitos e longos anos.

Apesar de já não ter o mesmo fulgor de outros anos, lembro-me de o meu irmão mais velho me dizer há alguns anos atrás que quando fosse mais velho iria perder o interesse pelos videojogos porque outros valores iriam surgir. A verdade é que tal não aconteceu ainda, e não me parece que venha a acontecer.

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