Confesso que nunca fui muito adepto do jogo online. Também é verdade que só agora, com as consolas desta geração, é que jogar através da internet se tornou mais aliciante e até acessível. As ligações são estáveis e há cada vez mais opções de jogo disponíveis no mercado – opções que, de uma maneira ou de outra, acabam por nos satisfazer.
Mas não é fácil gostar do jogo online e, quanto a mim, por uma simples razão. Ou jogamos bem o respectivo jogo, ou então esta experiência torna-se frustrante. Na sua essência, jogar neste modo passa por enfrentar adversários com o objectivo de encontrar o melhor jogador e, por isso, quando jogamos com desconhecidos, a coisa pode tornar-se algo complicada. Jogar com amigos é muito diferente de jogar com outras pessoas, com jogadores que não conhecemos e com quem não podemos dialogar, justificando a nossa eventual derrota com as desculpas mais esfarrapadas – e assim, de alguma forma, sentirmo-nos um pouco mais seguros de nós – ou então “picando” o nosso adversário para fazer pirraça.
O jogo local, com o ecrã a dividir-se em 2 ou 4, foi sempre o mais divertido, porque a diversão baseia-se na reacção imediata, e isso só podemos sentir quando estamos todos presentes. No online, ainda bem que existem jogos que permitem criar grupos, para assim nos sentirmos mais envolvidos, ou pelo menos, com menor peso face à responsabilidade de atingir um objectivo.
Jogar online é, no entanto, um acto cada vez mais natural. Se há já alguns anos que, no mundo do PC, alguns géneros de jogos nos oferecem horas e horas de vício online, hoje em dia qualquer jogo de consola que não tenha pelo menos alguma opção para nos ligarmos à rede é visto como merecedor de um ponto negativo. A verdade é que, nos dias de hoje, e no caso de alguns jogos em particular, a possibilidade de jogar online é muitas vezes o que nos “agarra” ao comando.







O Bottles, precisas é de uma malha comigo no Gears :P
Mas sim, tens razão. Nunca fui adepto de jogos online, mas a X360 veio trazer outra realidade à coisa, mas o entrave do LIVE pago ainda me afasta, isso e as outras pessoas serem muito melhores que eu…
Depreendo pelo texto que abordas uma perspectiva essencialmente competitiva dos jogos online. Neste contexto, concordo que é bastante recompensador jogar com conhecidos e que fazê-lo com desconhecidos pode ser difícil, em especial, quando a cordialidade nesses jogadores é inexistente e quando o objectivo puro de divertir é deixado de lado.
No entanto, jogos como Gears of War e Halo 3 incluem também campanhas cooperativas. É neste âmbito cooperativo que se encontra a esmagadora parte da minha experiência online, independentemente do género ou da plataforma.
Isto elimina os problemas do jogador desconhecido? Claro que não, mas é aqui que deve entrar, IMHO, a tua rede de amigos e conhecido mais próximos e que por ventura partilhem os mesmos interesses. Atenção! Chama-se friend list por alguma razão. =P
Não me considero propriamente adepto da vertente online competitiva. Já no campo cooperativo, considero que tenho o privilégio de ter um grupo de amigos onde a escolha e compra de jogos online cooperativos chega a ser, muitas das vezes, decidida em grupo. =D A experiência vem garantir a promessa dos videojogos: divertir!
Sérgio, por isso escrevi “No online, ainda bem que existem jogos que permitem criar grupos, para assim nos sentirmos mais envolvidos, ou pelo menos, com menor peso face à responsabilidade de atingir um objectivo.” ;)