E regressaram os ventos perdidos!

24 10 2009

Lost Winds foi dos primeiros jogos a sair para o serviço online da Wii, o WiiWare, e desde logo foi um jogo que se destacou, quer pela sua beleza gráfica, quer pelo ritmo coerente que nos marca o progresso.

Andar ao sabor dos ventos, que são controlados com o nosso comando, é fantástico e isso criou uma empatia imediata com o jogo. O vídeo não demonstra a experiência de jogar, mas já dá uma boa ideia do encanto deste título…

Lost Winds: Winter of Melodias é a sequela que já está disponível, e eu não posso perder esta lufada de ar fresco!





Não é fácil gostar do jogo online

19 10 2009

Confesso que nunca fui muito adepto do jogo online. Também é verdade que só agora, com as consolas desta geração, é que jogar através da internet se tornou mais aliciante e até acessível. As ligações são estáveis e há cada vez mais opções de jogo disponíveis no mercado – opções que, de uma maneira ou de outra, acabam por nos satisfazer.

Mas não é fácil gostar do jogo online e, quanto a mim, por uma simples razão. Ou jogamos bem o respectivo jogo, ou então esta experiência torna-se frustrante. Na sua essência, jogar neste modo passa por enfrentar adversários com o objectivo de encontrar o melhor jogador e, por isso, quando jogamos com desconhecidos, a coisa pode tornar-se algo complicada. Jogar com amigos é muito diferente de jogar com outras pessoas, com jogadores que não conhecemos e com quem não podemos dialogar, justificando a nossa eventual derrota com as desculpas mais esfarrapadas – e assim, de alguma forma, sentirmo-nos um pouco mais seguros de nós – ou então “picando” o nosso adversário para fazer pirraça.

Video Game Faces

O jogo local, com o ecrã a dividir-se em 2 ou 4, foi sempre o mais divertido, porque a diversão baseia-se na reacção imediata, e isso só podemos sentir quando estamos todos presentes. No online, ainda bem que existem jogos que permitem criar grupos, para assim nos sentirmos mais envolvidos, ou pelo menos, com menor peso face à responsabilidade de atingir um objectivo.

Jogar online é, no entanto, um acto cada vez mais natural. Se há já alguns anos que, no mundo do PC, alguns géneros de jogos nos oferecem horas e horas de vício online, hoje em dia qualquer jogo de consola que não tenha pelo menos alguma opção para nos ligarmos à rede é visto como merecedor de um ponto negativo. A verdade é que, nos dias de hoje, e no caso de alguns jogos em particular, a possibilidade de jogar online é muitas vezes o que nos “agarra” ao comando.





Há um problema com o Dual Shock…

16 10 2009

dual-shock-3

É que está a ficar velho! Não há dúvidas quanto à sua importância no decorrer da história dos videojogos, mas há aqui um problema que começa a ganhar cada vez mais relevo: o posicionamento dos joysticks.

Este é um dos melhores comandos que esta indústria já viu, e não é por acaso que, ao fim de três gerações Playstation, o design continua a ser praticamente o mesmo, indo a Sony a cada nova versão melhorando alguns acabamentos de forma a torná-lo mais próximo da perfeição. Mas com a mais frequente utilização dos joysticks, talvez devido ao facto de necessitarmos cada vez mais de um controlo mais e mais preciso dos nossos avatares no ecrã, começa a notar-se claramente que estes não estão colocados na posição mais natural para nós, jogadores.

Isto não se notava, por exemplo, nos jogos de futebol, porque o melhor controlo foi sempre feito com o d-pad e as suas quatro direcções clássicas, mas hoje em dia, com a novidade do movimento em 360º, torna-se obrigatório jogar com o joystick, e não há mesmo volta a dar! Ao fim de algumas partidas de futebol, o dedo polegar esquerdo começa a dar sinais de dor, porque a posição mais natural deste dedo é mais acima, tal e qual como podemos ver no comando da Xbox 360.

xbox-360-controller-1

Senhores da Sony, por favor, alterem o layout do comando para o bem-estar do nosso dedo polegar! Obrigado.





Do velho se faz novo

6 10 2009

resident_evil_4

Foi em 2001 que Resident Evil 4 foi anunciado ao mundo. Tratava-se de um novo capítulo de uma série do género survival horror, onde os nossos principais inimigos foram sempre zombies.

Shinji Mikami, o criador desta série, decidiu no entanto que era necessário uma nova aproximação ao conceito da série, facto este que era partilhado por muitos jogadores, que reconheciam a falta de evolução e os poucos motivos de interesse renovados a cada novo capitulo.

Com o 4º jogo veio uma revolução. Os nossos inimigos deixaram de ser zombies lentos e burros, e passaram a ser humanos infectados com um vírus semelhante, mas com alguma inteligência chamados ganados, e em vez de corredores escuros e portas trancadas e muitos puzzles, vieram os cenários abertos, com muita, muita acção. A mecânica de jogo alterou-se por completo, e estávamos perante um título completamente diferente, ainda que com muitas referências e pormenores ligados ao universo Resident Evil.

Quando se quebra uma rotina a estranheza é natural, e partimos sempre do principio que em equipa que vence não se devia mexer. Ainda assim, só desbravando novos caminhos é que podemos saber se há algo mais para além do conhecido, e só assim podemos saber se vale ou não a pena arriscar.

Shinji Mikami arriscou, e assim acabou por criar um jogo de referência, um título com uma crítica unânime, que o aclamou como um dos jogos mais interessantes dos últimos anos. É questionável se com tanta mudança o nome Resident Evil se deveria ter mantido, em detrimento da criação de um novo universo e de um novo herói, no entanto, parece-me evidente que o aproveitamento do enredo era o caminho mais fácil a tomar neste caso… Ainda assim, uma mudança radical motiva (quase) sempre a crítica feroz dos puristas, e este caso não foi excepção. Para estes, os zombies nunca deveriam ter desaparecido, e o aspecto mais focado na resolução de puzzles dos primeiros capítulos deveria ter continuado.

Esta é uma versão do jogo Resident Evil 4 antes de sofrer a revolução, e que possivelmente iria agradar aos fãs mais conservadores.

Esta, é a versão que todos conhecemos, e que chegou às prateleiras das lojas, para gáudio de muitos e para tristeza de outros.

A pergunta ficará para sempre no ar, deveriam os criadores da saga ter mantido a mesma fórmula ou a mudança terá sido a melhor escolha? Independentemente da resposta, acho que agora já está na altura de voltarmos a ver os nossos “amigos” zombies