Não vi tudo o que esta cidade oferece, mas sempre consegui ficar com uma ideia do que se passa deste lado da Peninsula Ibérica.
Visitei a Fnac, El Corte Inglés e Game, e em todas estas cadeias vi a mancha Nintendo a ocupar a maior parte do espaço reservado para os videojogos e o resto do espaço mais ou menos repartido. Quem vive em Portugal está habituado a ver um cenário diferente, onde a Playstation ocupa sempre o maior número de prateleiras com os jogos para as suas consolas, e as restantes consolas do mercado são colocadas em poucas estantes.
Uma outra diferença que encontrei é que o espaço é quase todo ele dedicado às consolas da actual geração, ao passo que nas nossas lojas ainda há uma enorme presença da Playstation 2.
Em termos de preços, esses são bastante equivalentes aos nossos em todas as plataformas, e apesar de ter encontrado alguns títulos com preços de promoção bastante atractivos (talvez mais do que se encontra por aí), nenhum me criou o desejo imediato de o comprar.
As duas fotos que aqui coloco (e peço desculpa pela má qualidade das fotos, mas foi o que se conseguiu arranjar com o telemóvel) são da Fnac, e coloco-as aqui para mostrar que a decoração dos espaços está coerente e atractiva, algo que me parece que ainda falta conseguir nas lojas portuguesas.

De referir também que a Fnac por aqui já tem um sistema de venda de jogos em 2ª mão. Uma aposta da cadeia francesa que não deverá muito a chegar ao nosso mercado.
Há ainda um outro ponto que quero referir, que é a organização e a exposição do produto. Em Madrid, encontrei sempre as últimas novidades de qualquer uma das plataformas bem destacadas e sempre presentes. Acontece muito por Portugal os jogos serem lançados, não estarem claramente à vista e, passado alguns dias, o jogo esgotar e desaparecer por completo. Fica aqui o apelo a todos os intervenientes do nosso mercado, a iniciativa da criação de locais comerciais agradáveis, organizados e eficazes, para o bem de todos.
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