Um telemóvel ou um iPod são objectos banais, uma consola de videojogos não – acho que todos concordamos. Ora, hoje, quando ia no metro, deparei-me com uma senhora, com os seus quase 40 anos, a jogar Nintendo DS.
Nós, os jogadores, estamos habituados a ver-nos a jogar, mas quando vemos alguém não habitual a pegar numa portátil, e num ambiente comum a tantos milhares de pessoas, achamos esse acto ainda muito estranho,e mais estranho ainda o acham todas as outras pessoas que a rodeiam.

Os videojogos ainda têm um longo caminho a percorrer para se tornarem num meio mainstream. A massificação desta indústria já arrancou há algum tempo, com o Eye Toy, Singstar ou Wii Fit, mas enquanto as pessoas olharem de lado, para ver o que é que está nas mãos daquela pessoa, pode-se dizer que ainda existem algumas barreiras a quebrar.
Apesar de se tratar de uma indústria que gere um maior volume de receitas do que qualquer outro negócio à face da Terra, e de claramente ter o poder de divertir toda a família, a verdade é que este meio de entretenimento ainda é visto por muita gente como algo terrivelmente mau e prejudicial para as pessoas.
Para combater esta ideia, acho que a direcção que os videojogos estão a levar é a mais correcta, e com o tempo estes irão, eventualmente, ser aceites por toda a comunidade – sobretudo graças aos seus temas cada vez mais abrangentes e com maior significado para qualquer membro de um lar.
Assim, sem nunca perderem a sua génese, os videojogos passarão a ser, de uma vez por todas, tão comuns como um telemóvel. Quando isso acontecer, o objectivo estará atingido! Isto se entretanto a consola não se tornar num híbrido de consola com telemóvel… ah, isso já foi tentado!
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