É uma preocupação cada vez mais recorrente dos lojistas, a rápida ascensão que o formato digital está a sofrer. Hoje em dia, qualquer uma das consolas existentes no mercado vem preparada para ser ligada à internet e com isso ter acesso a um serviço online, com software exclusivo deste meio.

A Xbox360 tem o serviço Xbox Live com o seu Marketplace, onde, para além de podermos jogar pequenas demos de muitos jogos que irão ser lançados no mercado, temos também acesso ao Xbox Live Arcade, onde uma grande quantidade de jogos é colocada à disposição do utilizador.

O mesmo acontece na Playstation 3, com a Playstation Store. Aqui, podemos jogar demos, comprar jogos originais feitos exclusivamente para este serviço e até adquirir jogos da Playstation 1.

No caso da Wii temos então acesso ao Wii Shop Channel, onde podemos recordar os jogos clássicos, na Virtual Console, ou jogos criados para o serviço WiiWare. Tudo isto ao nosso alcance apenas através de uma ligação online.
Este mercado digital tem ganho cada vez mais adeptos em todo o mundo. Quem está habituado a lidar com programas de PC onde se pode fazer download de músicas, filmes, programas e jogos, como é o caso da iTunes Store ou do Steam, vai certamente sentir-se em casa. Estes serviços das consolas de videojogos são, na verdade, o abraçar desta indústria a uma gigantesca máquina de fazer dinheiro, e devido às inerentes reduções de custo que se produzem nestes serviços, o sucesso é desde logo um dado adquirido.
Muitos analistas apontam no formato digital como o futuro da indústria cinematográfica, musical e também dos videojogos, e é fácil perceber porquê. Com um simples gesto, temos acesso a um catálogo enorme de títulos onde podemos fazer uma busca através de vários filtros e encontrar facilmente o que procuramos, onde os jogos nunca esgotam, e através do qual, em poucos minutos, temos o jogo a correr na consola. Isto tudo sem ter que sair do sofá! Já para não mencionar que desta forma não há caixas físicas a ocupar espaço nas prateleiras sempre cheias das nossas casas.
Mas então, o que nos faz estar ainda tão “agarrados” ao formato físico dos jogos nesta altura do campeonato? Penso que a resposta a esta pergunta é simples – gostamos de tocar nas nossas coisas e de exibir fisicamente um produto no qual investimos dinheiro. É um factor que ainda se aplica em vários casos e que, no caso dos videojogos, ganha ainda maior relevo quando nos centramos em jogos que incluem acessórios ou de edição especial. Nestas situações, o facto de termos uma figura de uma personagem ou uma caixa toda “catita”, por exemplo, faz toda a diferença.
Satoru Iwata, o presidente da Nintendo, diz que serão necessários, pelo menos, 20 anos para que a tendência de nos dirigirmos a uma loja fisica para comprarmos os nossos jogos se inverta em benefício da compra online. Tendo eu a mesma opinião, parece-me claro que o fim da loja física ainda se encontra longe de acontecer.
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